A EXCELÊNCIA NA ADORAÇÃO - Pastor Clari de Mattos

ESTUDOS

A EXCELÊNCIA NA ADORAÇÃO

Publicado: fevereiro, 2018

“Então, disse-lhe Jesus: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (Mt 4.10).
Estritamente falando, para o verdadeiro crente, a expressão “Adoração a Deus” seria redundância, afinal só faz sentido adoração, quando a direcionamos ao único Deus!
Mas dado as confusões religiosas reinantes neste presente século, onde se fala muito mais dos adoradores que do ADORADO.
Há, até mesmo alguns que indireta, ou até diretamente condicionam o recebimento de bênçãos materiais à adoração, convém, porém, lembrar que quem prometeu bens materiais em troca de adoração foi o diabo: “Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mateus 4.8,9).
Não é novo! Desde há muito que tem sido assim, mas nos parece que isso se intensificou nestes últimos dias. Refiro-me à bem popular proposta do mundo sensacionalista e hedonista de ouvir seu coração e valorizar aquilo que os pós modernistas gostam de expressar como sendo o feeling (percepção) pessoal, portanto individual.
Recentemente li o comentário de um crente, sobre uma excepcional apresentação musical de um hino, com frenesi emocional, luzes coloridas piscando num palco produzido para esse fim, o artista rolando no chão e closes da câmera na plateia, chorando etc. Aquela pessoa comentou: “é de arrepiar”, isso que é adoração.
Estamos acostumados a presenciar as mais esquisitas bizarrices nos palcos do neopentecostalismo.
O ser humano facilmente se deixa dominar por coisas excêntricas que a criativa imaginação humana propõe, veja o episódio bíblico conhecido envolvendo os adoradores da divindade falsa chamada Baal da antiga Canaã: “… eles gritavam assim: — Ó Baal, responde às nossas orações! E ficaram dançando em volta do altar que haviam feito, porém não houve resposta. Aí os profetas oraram mais alto e começaram a se cortar com facas e punhais, conforme o costume deles, até que o sangue começou a correr” (1Rs 18.26,28).
Mas, será que tudo o que nos causa “arrepios” ou nos impressiona, ou nos emociona seria autêntica adoração? Afinal ao se falar de adoração, não estamos nos referindo a algo simplesmente horizontal, mas sim vertical. Aí está mais uma irracionalidade que se comete hoje, a de se divulgar para o público algo que deveria ser feita para Deus e somente a Ele! Tem mais, ficamos tão “impactados” que queremos tal artista em nossa congregação, se apresentando para nossa gente!!!
Os nossos “feelings”, podem ser muito prazerosos, hedonistas e politicamente corretos, mas continuam sendo pessoais, e sujeitos a volubilidades do coração humano, veja:
“ Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? (Jr 17.9)
Não quero dizer que seja errado ouvir boa música como entretenimento, ou apreciar um bom espetáculo artístico, o que não dá para aceitar é confundir CULTO a DEUS com um SHOW.
As exibições, (shows) humanos realmente, emocionam, provocam arrepios e fazem o povo tirar o pé do chão, mas quanto ao culto, tem que perguntar para Deus se Ele está satisfeito. Quem deve avaliar se este ou aquele ato de adoração foi ou não aceitável e bom é Deus, o único que merece nossa adoração!
O que realmente importa num culto é prestá-lo conforme prescrito pelo próprio Deus em seu livro.
Conforme João 4.24, os princípios para uma verdadeira adoração, passam pela natureza do culto que é “em espirito”, não na carnalidade de uma apresentação artística ostensiva somente. A palavra “espírito”, aqui não é referência ao espírito Santo, mas ao espírito humano do adorador, o Mestre diz que a pessoa deve adorar não simplesmente em conformidade externa a ritos e lugares sagrados, mas interiormente, com atitude correta do coração. Também fala que se deve adorar “em verdade”, isto diz respeito à adoração a Deus de acordo com a Escritura revelada e centrada no “verbo que se fez carne”, que foi quem revelou o Pai (Jo 1.18), e disse “Eu sou a verdade, ” (Jo 14.6).
Amém!
Clari Mattos.


Comentários no Facebook