FILHOS SÃO COMO NAVIOS - Pastor Clari Mattos

ESTUDOS

FILHOS SÃO COMO NAVIOS

Publicado: outubro, 2017

Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora ou fortemente amarrado ao cais.

Poucos de nós sabemos, ou pensamos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das suas próprias arriscadas aventuras.

Dependendo do que a natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota previamente traçada, elaborar outras rotas, outros caminhos ou procurar outros portos.

Certamente retornará fortalecido, experimentado, pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelos diferentes conhecimentos assimilados na sua múltipla percorrida. E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.

Assim são os FILHOS. Este têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.

Por mais segurança, sentimentos de preservação e manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.

Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos adquiridos na escola, seja na secular ou na espiritual. A principal provisão, no caso dos filhos, além das provisões materiais, é representada por aquilo que eles levam dentro de si mesmos.

UMA DESSAS COISAS É A CAPACIDADE DE SER FELIZ.

Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarde à sete chaves num esconderijo, ou num baú, para ser doada, compartilhada e ou transmitida a alguém.

O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer atrelado ali, imóvel e sem movimento.

Os pais também pensam e em certo sentido são mesmo, o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo e lugar um porto para outros seres instáveis também, ou a seus próprios filhos.

Ninguém pode traçar de forma fixa, o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que precisam prover itens ou princípios que comporão sua bagagem, visto que a Palavra de Deus propõe serem os filhos como flechas na mão do valente (pais) (Sl 127.4,5), e é bem razoável admitirmos que para flecha acertar o alvo, depende da ação e habilidade do flecheiro, o atirador!

Filhos devem levar consigo em seus corações e mentes VALORES aprendidos e herdados como os seguintes:

HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.

Os filhos nascem dos pais, mas são destinados a se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Pais normais e saudáveis sempre desejarão ver o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Os genitores sempre desejam e procuram contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles. Esse sentimento foi muito bem expresso de forma natural e espontâneo pelo rei Davi em 2Samuel 18.33 e 19.4 “Então, o rei, profundamente comovido, subiu à sala que estava por cima da porta e chorou; e, andando, dizia: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho! ”, “Tendo o rei coberto o rosto, exclamava em alta voz: Meu filho Absalão, Absalão, meu filho, meu filho! ”.

A felicidade consiste em ter um ideal para buscar e ter a certeza de estar dando passos firmes no caminho certo da busca!

Em certo sentido os pais não devem seguir os passos dos filhos, salvo em raras exceções ou então por revelação de Deus, como aconteceu com Jacó que segui os passos de seu filho José no Egito (Gn 46,47). Por sua vez, os filhos não devem descansar simplesmente nas conquistas de seus pais. Devem seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras.

Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:

QUEM AMA EDUCA!

“…e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? (Hb 12.5-7).

 

Como é difícil soltar as amarras!

Texto de Içami Tida.

Adaptado e ampliado por Pr. Clari Mattos.

Ctba, 21/10/2015


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