“O SENHOR DESCERÁ DO CÉU”! - Pastor Clari Mattos

ESTUDOS

“O SENHOR DESCERÁ DO CÉU”!

Publicado: setembro, 2017

“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4.16).

A volta de Jesus a este planeta é uma realidade bíblica muito bem documentada, com mais de trezentas referências sobre a segunda vinda de Cristo. No meio evangélico é consenso que o salvador voltará em dia e hora que não sabemos, e quanto a isso não há praticamente discordâncias.

As grandes questões sobre o tema se referem sobre principalmente o como se dará essa vinda e em que período, bem como se Ele voltará de uma só vez para todos, cumprindo todas as profecias referentes ao evento ou se esse retorno se processará em etapas, duas para ser mais exato.

Como diz o poeta, “tudo nos mostra que Cristo já volta”! Os muitos sinais mencionados nas Escrituras dos evangelhos, estão se cumprindo à olhos vistos! Apesar do muito que já se disse e se cantou sobre a volta de Cristo, nunca é demais reavivarmos tal assunto vital que compõe a nossa maior esperança.

O que queremos dizer com a volta do Senhor?

Respondendo de forma simples, aprendemos que se trata do retorno do Salvador Jesus, a esta dimensão natural humana, para primeiramente buscar os remidos pelo seu sangue derramado no gólgota.

Mas, a volta de Jesus compreende também, uma série de eventos escatológicos ou proféticos que se desenrolarão no horizonte da profecia e que se configura principalmente em arrebatamento e manifestação de Cristo em glória.

Conforme o entendimento dispensacionalista, o arrebatamento será secreto e invisível ao mundo sem salvação (1Ts 4.16-18). A indispensável condição para participar desse evento é “estar em Cristo”, quer estejamos vivos na ocasião, ou mesmo já tendo morrido fisicamente antes desse auspicioso acontecimento.

Falando sobre o rapto secreto, pastor Ciro Sanches Zibordi afirma:  A Bíblia é análoga: ou seja, a Bíblia explica a própria Bíblia. Em João 14.3, Jesus disse: “virei outra vez e vos levarei para mim mesmo”. O termo “levar” (gr. paralambanō), aqui, denota “tomar com força” ou “raptar” (cf. Mt 2.13,14; Mc 9.2; Mt 24.40,41). A quem o Senhor Jesus fez essa promessa? Ao mundo? Não! Mas a um grupo seleto, a sua Igreja, então representada pelos apóstolos.

Alguém poderá argumentar: “Eu creio no Arrebatamento, mas não creio no Arrebatamento secreto”. Ora, ou o Arrebatamento é secreto, ou ele não existe! Leiamos Hebreus 9.28. Nesta passagem está escrito que Cristo “aparecerá [gr. horaō, ‘será visto’] segunda vez aos [pelos que] que o aguardam para a salvação”. A quem Ele aparecerá? A todos? Não! Ele será visto (cf. 1 Tm 3.16; 1 Co 15.5-8) pelos que o aguardam para a salvação — salvação em seu aspecto perfectivo —, isto é, a nossa glorificação (Rm 13.11; Fp 3.20,21).

Mas, sete anos após acontecerá a segunda fase de sua volta, embora essa interpretação seja duramente criticada por muitos, nos parece que somente entendendo a volta do Senhor em duas fases, é que podemos compreender certas passagens, como as que falam de juízos associados a ela e que todo olho o verá.

É bem clara, no Novo Testamento, a distinção entre o Arrebatamento, em que somente os que esperam o Senhor para a salvação o verão, e a sua Manifestação em glória, em que todo olho o verá (Ap 1.7; Zc 14.1-4). E, à luz de 1 Co 15.5-8, o aparecimento secreto de Jesus à sua Igreja não representa uma novidade teológica. Após a ressurreição do Senhor, Ele foi visto exclusivamente por seus discípulos (a Igreja nascente) por um espaço de quarenta dias, sem o mundo ter qualquer participação ou ingerência nisso (At 1.3; cf. Jo 12.28,29; At 22.9).

Finalmente, muitos teólogos usam o texto de Atos 1.9-11 para aludir à Manifestação do Senhor em glória, mas essa passagem também é uma clara defesa, por assim dizer, da doutrina do Arrebatamento, visto que Ele descerá do modo como subiu. Em outras palavras, assim como, na sua ascensão, somente a Igreja o viu subindo até as nuvens, no Arrebatamento somente a Igreja o verá descendo até as nuvens (1 Ts 4.16,17).

“Ora, vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Apesar de termos convicção sobre essa distinção quanto à volta do Senhor, sabemos serem as doutrinas escatológicas, as mais complexas de se entender, por isso não podemos ser dogmáticos ou inflexíveis sobre as nossas afirmações. Devemos, sim, depender humildemente do Espírito Santo para nos ajudar a entender melhor. Um exemplo dessas dificuldades são as profecias, especialmente do capítulo 24 de Mateus, as quais não estão em ordem cronológica, ora falam em sentido geral da volta de Cristo, sem distinguir se é arrebatamento ou manifestação, ora falam sobre o arrebatamento, ou às vezes somente sobre a manifestação em glória, como em Mt 24.29,30.

 

Amém!

 

Pr. Clari Mattos.


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