OS DIREITOS DOS HUMANOS - Pastor Clari de Mattos

ESTUDOS

OS DIREITOS DOS HUMANOS

Publicado: Abril, 2018

“Tratem todos com honra, amem os irmãos na fé, temam a Deus e honrem o rei”
(1Pe 2.17)
“Assim sendo, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vocês são um em Cristo Jesus” (Gl 3.28).
“Direitos humanos para humanos direitos”, é o trocadilho que se ouve mui frequentemente em nossos dias, ao ver-se muito mais marginais sendo assistido pelas proposições da declaração dos direitos humanos. São muitas entidades ou instituições criticadas e desacreditadas por conta de suas atuações, muitas vezes em benefício de grupos minoritários ou então acuadas por ameaças. Por outro lado, se vê alguns poucos com fóruns privilegiados e ou com poder aquisitivo alto que os garante uma defesa plena indo até as últimas instâncias e esgotando todos os recursos, embargos e embargos dos embargos, etc., isso em detrimento dos pobres, que geral, não conseguem se quer uma boa e digna defesa.
Portanto, a premissa da “igualdade”, propostas tanto pela declaração da ONU quanto na constituição federal brasileira, realmente capenga em muitos casos.
As várias declarações ou leis humanas que foram elaboradas no correr da história para contemplar ou proteger o ser humano em sua essência, são a mais cabal prova da decadência da humanidade (Rm 3.23,10,11). Tal condição de pervertidos em relação à ética e a justiça social, e o respeito ao próximo, se deu a partir da queda, quando os primeiros representantes de Deus na terra, desobedeceram ao Pai e atraíram todo tipo de desgraça para a realidade humana (Rm 5.12).
Embora perdido e estragado pela ação deletéria do pecado, em sua capacidade se relacionar respeitosamente, o ser humano ainda preserva em sua constituição moral, uma faculdade, um vestígio de dignidade que o faz sentir-se satisfeito ao se tornar útil ao próximo, respeitando ou fazendo respeitar os direitos humanos. Tanto que tem elaborado leis que, mesmo não tendo Deus como inspiração primeira, procura garantir vida, segurança, liberdade e dignidade para seus pelo menos na teoria.
Desde muito antes da criação da ONU, ainda que de forma restrita e limitada, os homens já se preocuparam em elaborar as famosas declarações ou leis tais como o código Hamuarabi no século 18 a.C ou então as declarações de Ciro II no século 6 a. C, bem como a famosa constituição dos EUA’S em 1776 ou a também famosa ‘declaração dos direitos do homem e do cidadão” derivada da revolução francesa em 1789.
Mas, foi no período pós segunda guerra mundial, quando a humanidade aos poucos tomava conhecimento das atrocidades cometidas durante a tal guerra, que os homens criaram um organismo internacional regulador ou moderador, abarcando todas as nações consignatárias – a ONU, e dentro dela a “declaração universal dos Direitos humanos”. A tal declaração é o documento mais traduzido no mundo, consta que são 360 idiomas comtemplados.
Contudo, para aqueles que leem, creem e pautam suas vidas pelo ensino das Sagradas escrituras, sempre souberam se portar diante dos problemas que afligem a humanidade desde sempre.
Muito antes de Hamurabi, Ciro II, constituições inglesas ou a americanas, a declaração dos direitos do homem e do cidadão da revolução francesa, e ainda os artigos da DUDH da ONU ou a nossa carta magna, de 05/09/1988, a Palavra de Deus já instrui e exige, na verdade do crente comportamento social respeitoso, honesto, amoroso e uma qualidade de vida livre.
Vejamos alguns textos da carta magna de Deus para o ser humano:
Os Dez Mandamentos, por exemplo, além de falar sobre como deve ser a relação dos homens com Deus, claramente indica como deve ser também, a relação dos homens uns com os outros, de modo que os direitos do próximo sejam protegidos (Êx 20.2-17).
Ainda no Pentateuco, há várias recomendações que regulamentam o comportamento humano e ordenam a proteção aos direitos dos mais fracos (Êx 22.21-16). Os salmistas e os profetas maiores e menores, também denunciam a injustiça contra o próximo como um grave pecado, e conclamam o povo de Deus a viver de uma forma a respeitar a dignidade de seu semelhante.
O profeta Miquéias, por exemplo, diz que o Senhor exige que o homem “pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (Mq 6.8).
O Novo Testamento também destaca a defesa dos direitos humanos. As recomendações que falam da proteção da dignidade humana, foram cumpridas com perfeição na pessoa de Jesus Cristo (Lc 4.18,19). Em seu ministério terreno, Ele fez questão de se ocupar com os desprezados da sociedade. Ele esteve na companhia de mulheres, crianças, pobres, doentes, samaritanos e publicanos. Jesus também resumiu a Lei de Deus em dois mandamentos: o amor a Deus e ao próximo (Mt 22.37-40).
Não esquecendo que tanto as epístolas como a história da igreja fazem referência aos direitos humanos, não apenas dos crentes.
Ao lermos Rm 12. 17-21, encontramos expressões como: “Não paguem a ninguém mal por mal; procurem fazer o bem diante de todos”. “Se possível, no que depender de vocês, vivam em paz com todas as pessoas”. “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber; porque, fazendo isto, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele.” Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem”.
Gl 3.28: “’Assim sendo, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vocês são um em Cristo Jesus”, etc.
Concluindo relembramos de 1 Pe 2.17 lemos: “Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei” (NVI).
Amém!
Pr. Clari Mattos.


Comentários no Facebook