PROTEGENDO A FAMÍLIA. - Pastor Clari Mattos

ESTUDOS

PROTEGENDO A FAMÍLIA.

Publicado: outubro, 2017

“Foi pela fé que Noé ouviu os avisos de Deus sobre as coisas que iam acontecer e que não podiam ser vistas. Noé obedeceu a Deus e construiu uma barca em que ele e a sua família foram salvos. Assim Noé condenou o mundo e recebeu de Deus a aprovação que vem por meio da fé” (Hb 11.7).
Ao falar de salvação da família, estamos falando da maior bênção que um indivíduo da raça humana pode desfrutar.
No texto de Hebreus 11.7, que encima esta reflexão, lemos que ao ser divinamente avisado do cataclismo que se abateria sobre o mundo todo, Noé creu no que ouviu e pôs-se a trabalhar na construção da Arca para a salvação de sua família. Aquela salvação foi, como bem sabemos, física, temporal e terrenal, visto que, após as águas do dilúvio baixarem, precisaram sair da sua proteção e continuar a vida no planeta.
Muito importante entender e crer que o mundo no qual vivemos, é imperfeito e que estaremos não importando onde moremos, sujeitos às suas ações devastadoras que podem causar a morte física, mas as Palavras do Mestre em Mateus 10.28, ditas aos discípulos em missão, são muito esclarecedoras e confortantes, apesar de fortes: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”.
A palavra salvação ou salvar, tem vários significados para nossa vida moderna e muitas das aplicações dos termos se referem a libertações temporais, circunstanciais e, portanto, dizem respeito a esta vida somente, também, porém na bíblia o termo salvação é um termo muito amplo. C. I. Scofield, no seu comentário sobre Rom 1.16, diz: “As palavras hebraicas e gregas para salvação implicam as ideias de livramento, segurança, conservação, cura e santidade”. Salvação é a grande palavra inclusiva do Evangelho, reunindo em si todos os atos e processos redentivos: como justificação, redenção, graça, propiciação, imputação, perdão, santificação e glorificação. Salvação, portanto, no seu sentido lato, tem que ver tanto com a alma como com o corpo, com a vida presente bem como com a futura. Ela faz referência não só à remissão da penalidade do pecado e à remoção de sua culpa (Rm 8.1; Jo 5.24; 1Ts 3.13), mas também à vitória sobre o hábito do pecado (Rm 6.14), e a remoção final da presença do pecado no corpo (Rm 8.23; Fl 3.20,21; Ap 22.3).
Quando penso na proteção ou preservação da família humana, me vem à mente o texto de Deuteronômio 22.8″Quando você construir uma casa, coloque uma grade de madeira em volta do terraço. Assim você não será culpado se alguém cair dali e morrer”, neste trecho, Moisés orienta o povo, que não tinha muita experiência (aliás nenhuma), de construção de casas, afinal viveram os últimos quarenta anos morando em tendas (barracas) toscas e fabricada, em geral, de pele ou couro de animais. Mas, a verdade que me salta aos olhos aqui é o cuidado protetor de Deus para com os componentes do lar.
Também me recordei de cenas que vemos nas reportagens de vídeos ou em fotos retratando as realidades de algumas regiões dos Estados Unidos, por exemplo, as quais sempre nos impressionam por suas duras realidades. É comum vermos famílias se abrigando naqueles já bem conhecidos abrigos subterrâneos construídos em todas as casas com exatamente o objetivo de protegê-los das inclementes destruições que potencialmente ameaçam aquelas terras. É lamentável, porém saber, como divulgado na mídia, que algumas dessas famílias não possuem recursos financeiros para efetivarem a construção de tais abrigos, que naquele caso seria como que de primeira necessidade! O custo divulgado, quando li sobre isso, era de algo em torno de $12.000,00, um preço relativamente pequeno, considerando o valor da vida humana. Estes abrigos já demonstraram cabalmente sua eficácia na proteção dos que se refugiam lá dos furacões e tornados, os quais são frequentes naquela região, ao ponto de se falar por lá da “estação dos furacões”, e alguns ganham a vida como “caçadores de furacões”. O trabalho destes aventureiros certamente, tem sido útil no monitoramento, previsão e prevenção de tais tragédias.
Já do outro lado do mundo, no Japão, o problema é outro, mas não menos arrasador ou destruidor de famílias. Por aqueles lados do planeta são os frequentes terremotos que causam destruição e muita dor. Mas, por lá também, de há muito que os sábios engenheiros do oriente constroem edifícios adaptados aos potenciais abalos sísmicos, evitando com isso muitas mortes e mutilações de famílias. São os famosos prédios à prova de terremotos.
Nestes exemplos, vemos muitos investimentos humanos para dar proteção à família humana, o que é digno de louvor e admiração por todos nós. Mas todo esse cuidado e investimento somente protege o físico, o corpo, a parte material e só indiretamente o emocional ou psicológico.
Então, nos perguntamos o que e quanto tem sido gasto ou investido para proteger a família humana, no âmbito espiritual, na dimensão maior e mais ampla da vida? Li um texto bem interessante, hoje, escrito pelo líder Neemias, quando se viu na iminência de ser atacado por inimigos, quando estavam em fase intermediária da construção da muralha da cidade de Jerusalém. As famílias recém-chegadas do cativeiro estavam muito vulneráveis a um potencial ataque ou invasão dos inimigos, então ele se comportou da seguinte maneira: “Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite”(Ne 4.9).
Percebeu? Aprendamos de uma vez que é preciso “orar como se tudo dependesse de Deus, mas agir como se tudo dependesse de nós”. O mesmo princípio pode ser encontrado no conhecido episódio de Gideão e os seus trezentos, ao proferirem o seu grito de guerra disseram:”…: Espada do SENHOR e de Gideão”(Jz 7.20). Não tenho dúvidas de que há situações críticas, em que somente Deus, independentemente de nossa participação, age e não precisamos fazer nada (Êx 14.14). Há, porém, outros momentos e circunstâncias, e eu diria, a grande maioria delas, em que devemos cumprir o que Paulo nos orienta em Ef 6.10-19, segue um trecho desse texto magnífico na NTLH da SBB ” Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo.Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão.Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar”.

É responsabilidade dos pais, formadores do Lar prover proteção para a família, trabalhando em comunhão (parceria, para ser secular e moderno), com Deus (Sl 127.1), que é o originador do projeto dessa instituição que é, sem dúvidas, a mais antiga da terra (Gn 1.17,28).
Lembre-se. Deus não baixou do céu uma arca prontinha para Noé, embora certamente o poderia fazer! Ao contrário ordenou que seu servo a construísse e dentro das especificações estritamente definidas (Gn 6.14-16). Graças a Deus aquele patriarca obedeceu à risca esta ordem, pois lemos no verso 22 “E Noé fez tudo conforme Deus havia mandado”, somente depois disso foi que Deus o convidou para entrar na Arca com sua família, certamente após ter constatado que a construção feita por Noé era segura para todos os passageiros e tripulantes! “Depois o Senhor Deus disse a Noé: — Entre na barca, você e toda a sua família, pois eu tenho visto que você é a única pessoa que faz o que é certo. ” (Gn 7.1 NTLH).
Como seres tríplices, constituídos de corpo, alma e espírito, que somos carecemos de tríplice proteção também. Vimos acima alguns nobres exemplos de proteção para o corpo, mas, e para a alma e o espírito? Sem embrenhar-se no emaranhado das polêmicas da dicotomia e tricotomia, faz todo sentido que se entenda, que possuímos pelo mínimo, uma parte material, o corpo e outra imaterial que conforme se entende, divide-se em alma e espírito
A alma conforme definida por nossa teologia, é a sede de nossos sentimentos e emoções, os instintos naturais também transitam por essa área importantíssima que constitui nossa personalidade. Tendo a alma, como sede das emoções, a qual é influenciada ou alimentada através dos cinco sentidos naturais no que se refere a sua estruturação, formação ou edificação. Ezequiel, por exemplo, disse que a alma que pecar essa morrerá (Ez 18.4.20); Jesus aos cansados e sobrecarregados diz “encontrareis descanso para vossas almas”(Mt 11.29); Também se referiu a si mesmo como:”A minha alma está profundamente triste até à morte” (Mt 26.38); E ainda,”Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? … (Jo 12.27).
Se sabemos disso é inteligente que criemos algum tipo de proteção para a alma, não acha?
→O que vemos deve ser filtrado pois, vai gerar pensamentos na alma, bons ou ruins (Sl 101.3; Jó 31.1; Mt 5.28).
→O que ouvimos, Sobre isso lembremos que a Palavra de Deus alerta “as más conversações corrompem os bons costumes”(1Co 15.33, ver também Jr 29.8).
E você quanto tem investido na proteção de sua casa? Não estou me referindo às variadíssimas apólices de seguro, que se dispõe a segurar quase tudo que você possui, mas não garante que não acontecerá o sinistro, apenas cobrirá o dano, depois!
Melhor mesmo é manter nossa fé na revelação de Deus sobre o que virá, e sabemos que o que espera pelo mundo do futuro não é nada animador, estão previstas na profecia coisas terríveis para este planeta, antes de se tornar em uma nova terra! Tal como Noé que viveu no meio da desgraça, mas achou graça, precisamos brilhar com e pelo nosso testemunho autenticamente cristão no meio deste mundo tenebroso! “. Para que vocês não tenham nenhuma falha ou mancha. Sejam filhos de Deus, vivendo sem nenhuma culpa no meio de pessoas más, que não querem saber de Deus. No meio delas vocês devem brilhar como as estrelas no céu, ” (Fl 2.15 NTLH; Mt 5.16).

Amém!

Pr. Clari Mattos


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