RETRATOS DE CRISTO - Pastor Clari de Mattos

ESTUDOS

RETRATOS DE CRISTO

Publicado: fevereiro, 2018

“’Porque foi subindo como um renovo diante dele e como raiz de uma terra seca. Não tinha boa aparência nem formosura; olhamos para ele, mas não havia nenhuma beleza que nos agradasse” (Is 53.2)
“[…] um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas”; “[…] O seu rosto brilhava como o sol na sua força” (Ap 1.10-16).
Uma das questões que sempre instigou a curiosidade da humanidade em geral e de muitos em cristãos em particular, sempre foi a da aparência de Cristo. Sabemos que o mundo sempre valorizou muito mais a plástica, a beleza aparente do que a essência, com o Salvador não é diferente. Afinal queremos adorar um Cristo Lindo, belo, encantador e maravilhoso no sentido mundano da palavra. Desejamos um culto ou cerimonial atrativo, colorido, envolvente, com glamour e que seja admirável.
Como os judeus de forma geral, não eram como nossa geração, aficionados ao culto da personalidade, ninguém se preocupou em descrever especificamente como Jesus era. Naturalmente, Deus sabe o que faz! Já parou para imaginar o que fariam se houve uma descrição detalhada do rosto de Cristo, seu biótipo ou seu porte. Tendo somente as gravuras que nos chegaram a partir da renascença italiana, vemos tanta idolatria, imagina o que seria se tivéssemos alguma gravura derivada diretamente do Novo testamento?
O poeta já expressou o desejo de captar e vivenciar um Cristo verdadeiramente bíblico e não uma caricatura somente criada por artistas que retrataram suas crenças e não o que a Palavra revela sobre Ele (Jo 5.39):

O Rosto de Cristo
Feliciano Amaral
Compositor: Josias Menezes

Sempre que eu leio a história de Cristo
Eu fico a pensar com grande emoção
Do privilegio que muitos tiveram
De ver o Seu rosto e sentir sua mão

Eu também teria a mesma alegria
De vê-lo bem perto
Bem juntinho a mim
Olhar seus olhos serenos e meigos
Oh! Como eu seria tão feliz assim

Queria saber como era o seu rosto
Embora eu sinta que era mui lindo
Inspirava fé e também confiança
E dava a todos um gozo infindo

Ao ver as gravuras dos quadros pintados
Daquilo que dizem ser o meu Senhor
Meu ser não aceita o que está na tela
É falsa inspiração do pintor

Não creio, não creio num Cristo vencido
Cheio de amargura, semblante de dor
Eu creio num Cristo de rosto alegre
Eu creio no Cristo que é vencedor

E um dia também O verei face a face
E assim eu creio pela minha fé
Oh! Aleluia, verei o Seu rosto
Verei a Jesus como Ele é
Oh! Aleluia, verei o Seu rosto
Verei a Jesus como Ele é

Mas, a bíblia Sagrada nos dá pelo menos dois retratos falados de Cristo, duas descrições até bem detalhada de sua fisionomia. A primeira é o relato profético de Isaias (Is 53.2-4), feito em 700ª.C. Nesta fotografia descritiva temos um retrato do Messias sofredor, identificado biblicamente com Jesus por Filipe em At 8. 35.
Neste primeiro retrato não se via nenhuma beleza, formosura, nada que agradasse aos gostos humanos.
O segundo retrato de Jesus, porém é diametralmente diferente do primeiro, pois nos mostra o Cristo já glorificado. Este relato está em Ap 1. 10-16, onde o apóstolo João, aquele que fora o mais íntimo de Jesus em ministério terreno e, portanto, conheceu como ninguém sua fisionomia, agora, porém o descreve em termos bem assustadores, vejas alguns aspectos de sua imagem.
– A primeira coisa que o impressionou foi sua, “grande voz, como de trombeta” (Ap 1.10);
– Suas vestes brancas e talares, ou seja, compridas até aos pés, “um cinto de ouro à altura do peito” (Ap 1.13);
– “A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo” (Ap 1.14);
– “Os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha[…]; e mais uma vez e se impressiona com […]a voz, como voz de muitas águas” (Ap 1.15);
– Veja essa impressionante descrição: “Tinha na mão direita sete estrelas”;
– “E da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes”;
– “O seu rosto brilhava como o sol na sua força” (Ap 1.16);
E o que nos chama a atenção, neste retrato falado foi a reação de João espontâneo de João que a exemplo de outros personagens que tiveram vislumbres da glória de Deus, caiu por terra, veja: “Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Ap 1.17).
Há base, aqui, para entendermos que quando temos uma real visão do Cristo glorificado, somos impactados por sua presença e nos prostramos, não teatral e artisticamente, mas em profundo temor reverente!
O que aconteceu com João foi adoração verdadeira e bem diferente do que vemos e ouvimos por aí, sobre adoração envolvente, adoração festiva ou a mais infeliz de todas “adoração extravagante”.
Em tempos emocionais, onde se fala, canta e se procura adorar um Cristo “lindo, lindo, lindo”, é necessário voltar para a bíblia Sagrada e ser impactado, sim, não pela beleza, mas pela majestade Daquele que é, que era e há de vir! Essa magnífica glória do Salvador inspira não apenas admiração, mas temor reverente, pela indescritível glória que Ele tem!
Lembremos, para não esquecer, que nosso Salvador, ao ressurgir incorruptível dentre os mortos, conserva-se como “[…] aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.18).
Que todos tenham uma visão correta do Cristo que nos salvou da condenação do pecado, que no presente nos dá força diária para vencer o poder do pecado e que no futuro nos livrará da presença do pecado, levando-nos para o céu, onde o pecado jamais entrará, a Ele a Glória!
O teu Cristo é lindo, lindo, lindo,

Amém!
Clari Mattos


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