ESTUDOS

A PIA DE BRONZE DO TABERNÁCULO.

Publicado: maio, 2019

“O Senhor também disse a Moisés: “Faça uma bacia de bronze com um suporte de bronze para a lavagem cerimonial. Coloque-a entre a tenda do encontro e o altar e encha-a de água” (Êxodo 30.17,18).
Especificamente falando, a bacia de bronze que Deus mandou fabricar e colocar estrategicamente no pátio do tabernáculo no deserto se mostrava uma mobília necessária à higienização sacerdotal antes de qualquer ministração das coisas santas. No texto que menciona a bacia não há menção de peso, nem descrever como ela era, formato, tamanho, apenas o tipo de material que devia ser utilizado para sua confecção e que tinha um suporte ou pedestal também de bronze.
Lavar as mãos e os pés era obrigatório antes de envolver-se nos deveres sacerdotais. Naturalmente, a seriedade de estar cerimonialmente purificado (limpo), é visto na advertência de morte caso essa lavagem fosse negligenciada. Tudo o que se fazia no santuário ou no pátio era planejado, nada de casualidade.
Hoje, então vamos falar de bacia, este utensilio doméstico tão conhecido e indispensável na vida moderna a qual se faz presente não somente nos lares de pobres e ricos, como também em repartições, instituições como laboratórios, hospitais e até nos templos.
Desde muito pequenos fomos orientados com maior ou menor intensidade sobre lavar as mãos antes das refeições, após ir ao banheiro ou sempre que notarmos alguma sujeira.
Com a advento há alguns anos de muitas doenças infectocontagiosas ressurgindo no mundo, foi necessária uma campanha maciça de divulgação da importância e até do dever de se lavar as mãos ao menos três vezes ao dia.
Chegou a virar quase uma neurose. Não estou falando dos que sofrem do tal do TOC, sigla que identifica o transtorno obsessivo-compulsivo, cujas vítimas lavam as mãos várias e várias vezes ao dia com medo de contrair alguma doença por germes ou bactérias.
Veja as orientações que normalmente apareceu em locais públicos, especialmente em hospitais:
A lavagem das mãos é considerada um cuidado básico, mas extremamente importante para evitar a transmissão de doenças, especialmente após estar em ambientes muito contaminados, como um banheiro público ou o hospital, por exemplo.
Oito passos para lavar as mãos corretamente
– Passe sabonete e água limpa nas mãos;
– Esfregue a palma de cada mão;
– Esfregue a ponta dos dedos na palma da outra mão;
– Esfregue entre os dedos de cada mão;
– Esfregue o polegar de cada mão;
– Lave o dorso de cada mão;
– Lave os punhos de ambas as mãos;
– Seque com uma toalha limpa ou papel toalha.
E então encontrei interessante esclarecimento sobre a higienização em geral, que acho pertinente referir aqui:
Diferença entre limpar, desinfetar e esterilizar
As palavras limpar, desinfetar e esterilizar são confundidas constantemente.
De uma forma leiga podemos dizer que:
A limpeza retira a sujeira visível, superficial, o que reduz bastante a presença de micro-organismos.
A desinfecção elimina a maioria dos micro-organismos. Há o nível baixo, médio e alto de desinfecção, depende do método utilizado.
A esterilização elimina todos os micro-organismos, significa que naquele local não tem nenhum esporo, bactéria ou fungo na superfície que foi esterilizada.
Fazer a limpeza envolve alguma ação física como esfregar, escovar, varrer, espanar… e pode envolver alguma ação química como quando usamos sabão e outros produtos de limpeza.
Depois de limpar podemos desinfetar ou esterilizar. Normalmente em nossa casa o que fazemos é desinfetar. Podemos usar desinfetantes comerciais ou mesmo caseiros como o vinagre e o bicarbonato.
É importante entendermos os conceitos para não fazermos confusão.
Exemplos do nosso dia a dia
Varrer a casa, lavar a louça e tirar o pó é limpar.
Passar álcool no vaso sanitário, lavar o chão com água sanitária ou colocar as verduras de molho em água com vinagre é desinfetar.
Ferver o vidro de conserva na panela de pressão é esterilizar.
Não conseguimos esterilizar todos os objetos e ambientes da casa e sinceramente, a não ser que haja alguém com problemas de imunidade ou algum risco de contaminação (alguma pessoa ou animal com doença infecto contagiosa) não vejo necessidade.
Voltando ao tabernáculo temos que todos os móveis do tabernáculo tinham relação real e figurada com Deus e seu culto, mas a bacia de cobre ou bronze estava afeta ao viver diário dos sacerdotes (Êx 30.18).
Se no altar do holocausto o pecado era tratado quanto à sua culpa, na bacia de bronze o simbolismo aponta para o pecado no que se refere à purificação moral, ou seja, a santificação diária e progressiva. Uma outra maneira de ver o paralelismo alegórico é dizer que no altar de bronze, que simbolizava, segundo entendimento clássico, a cruz de Cristo, o pecado enquanto natureza pecaminosa foi perdoado (Is 53.5), e na bacia os atos pecaminosos diários são lavados ou purificados, desde que se faça uso da abençoadora água disponibilizada lá.
Lembremos que nas cerimônias de inauguração do sistema sacerdotal araônico, inicialmente foi realizada uma purificação geral, corpos dos sacerdotes para vestirem roupas novas, foram ungidos então no dia a dia somente as mãos e os pés deviam ser lavados (Êx 29.4; Lv 8.6).
Na aplicação para a nova aliança, aprendemos que apesar de haver a segurança de que Deus não se lembra mais de nossos pecados, devidamente tratados, é claro, ou seja perdoados ou purificados (Jr 31.34; Hb 8.12), também somos instruídos a confessar os pecados (no plural), praticados para tê-los perdoados por Jesus (1Jo 1.9).
Entendemos que ao morrer na cruz, representado figuradamente pelo altar de bronze, Cristo pago o preço do pecado original, a natureza pecaminosa de todos os seres humanos, visto que lemos dele como o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Mas a eficácia ou efetivação dessa bênção somente se concretiza na vida do pecador quando ele aceita a Jesus como seu Salvador pessoal, intransferível e único!
Assim como todo sacerdote já havia sido lavado uma vez cerimonialmente perante a nação, o pecador que aceita a Cristo dá testemunho de que agora pertence a ao Senhor. Mas, tem um compromisso de manter sua vida limpa, se lavando diariamente na fonte da Palavra de Deus revelada (Ef 5.26). Todos nós recebemos uma veste branca, nova e limpa no dia da conversão, mas compete a cada um mantê-la limpa!

Purificar é tornar puro algo ou alguém, tirar as impurezas de algo ou de si mesmo. É também fazer ficar livre de mácula ou manchas morais ou espirituais. Ex. Purificou o coração dos sentimentos torpes.

A bíblias fala de purificar a consciência, o coração e o corpo:
“Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (Hb 10.22);
“Se, portanto, o sangue de bodes e bezerros e as cinzas de uma novilha purificavam o corpo de quem estava cerimonialmente impuro, imaginem como o sangue de Cristo purificará nossa consciência das obras mortas, para que adoremos o Deus vivo. Pois, pelo poder do Espírito eterno, Cristo ofereceu a si mesmo a Deus como sacrifício perfeito” (Hb 9.13,14).
Amém1
Pr. Clari Mattos.


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