ESTUDOS

COMO VAI A SUA AUTOESTIMA?

Publicado: setembro, 2019

“Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu” (Rm 12.3).
Na versão de Almeida atualizada lemos: “[…] não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação […]!
É frequente em nossos dias recebermos muitas e muitas mensagens de autoajuda que visam pretensamente nos dar um “up”, uma erguida naquilo que os psicólogos chamam de autoestima. Quase todo conteúdo de hinos, vídeos ou textos que rolam pela grande rede visa tirar o ser humano de sua depressão para uma consciência de que ele pode melhorar e se colocar por acima de tudo. Mas eu me pergunto se um crente que se diz salvo precisaria de tantas dessas mensagens.
Fico pensando se esta geração realmente é tão doente emocional assim, ou se doentes são os que tais coisas publicam (?).
Até os nomes fantasias das igrejas vão nessa direção, pense comigo.
São nomes “poderosos” que se você não tiver firmeza e convicção, no mínimo vai ser tentado a ceder a tais instigantes títulos, veja alguns:
Igreja do poder;
Igreja de fogo;
Igreja labaredas…;
Igreja das maravilhas;
Igreja dos milagres;
Igreja de gente feliz, etc., etc.
Ninguém ousaria por um nome tipo…,
Igreja dos arrependidos;
Igreja dos humildes;
Igreja dos quebrantados;
Igreja dos obedientes à Palavra;
Igreja dos tementes a Deus, etc.
Igreja tal, lugar de gente equilibrada!
Somos sempre incentivados a não sermos ou falarmos em termos de coisas pequenas, mas sempre nos focarmos no que é grande, pois afinal servimos um Deus grande, etc.
Será que isso bíblico, ou simplesmente religioso e sentimental?
Paulo aqui, cuidadosamente se pronuncia com base em sua experiência com a Graça residente em si, e diz em outras palavras, “procure ser equilibrado, nem se arrogue com uma pretensa autoestima exacerbada, mas também não se anule em uma baixa autoestima doentia”.
Disseram-me que “autoestima” é a ‘qualidade de quem se valoriza, está satisfeito com seu modo de ser, com sua forma de pensar ou com sua aparência física, expressando confiança em suas ações e opiniões’.
Eu sei que há momentos em que alguém ou você mesmo, pode estar precisando de uma Palavra positiva, um incentivo, um elogio sincero, um encorajamento em geral que te fará muito bem.
O que nos preocupa é que devido ensinos superficiais que compõem a maioria do universo do conteúdo de pregações e palestras atualmente, está-se criando uma geração de crentes realmente frágeis, os quais não resistiriam uma repreensão mais dura, mesmo porque, as opções de “igrejas”, ou “ministérios” para onde posso debandar é uma grandeza vergonhosa, hoje.
Se Deus, falasse a alguns, hoje, o que disse para Adão em Gn 3.17, tais ficariam “traumatizados” por toda a vida, até que aparecesse um expert em levá-lo a algum tipo de tratamento emocional ou cura interior. Eis o que lemos lá: “[…]maldita é a terra por sua causa; por toda a vida, terá muito trabalho para tirar da terra seu sustento”. Efetivamente, está escrito “você é culpado da maldição da terra”!
Aos que são tão frágeis emocionalmente, dependentes constantes de mimos e das musiquinhas de ninar para poder se acomodar e se acalmar (Sl 131.2), saiba que Deus também te entende, como Pai amoroso. Contudo, Ele gostaria que você crescesse e adquirisse estrutura robusta para enfrentar as agruras normais da vida. Lemos na Palavra que em Deus não há nem sombra de variação (Tg 1.17), ou seja, aconteça o que acontecer, fique tranquilo, o Pai continua no mesmo lugar, sem mudar nunca em sua natureza. Nem o pecado da humanidade faz com que El altere seu plano de salvação.
Procurando confortar os crentes de Tessalônica o apóstolo escreveu: “Embora pudéssemos, como enviados de Cristo, exigir de vós a nossa manutenção, todavia, nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos” (1Ts 2.7).
Mas aos arrogantes sejam crentes ou não, Deus não poupa, não dá desconto nem usa os famosos eufemismos que abrandam as expressões ou apresentam os culpados como vítimas, etc.
Está escrito que Ele não tem o culpado por inocente (Naum 1.3), e manda que quem, por exemplo, perdeu o primeiro amor, não fique acusando alguém, justificando seus infortúnios, mas se arrependa e volte a ser o que era no passado. É o que lemos sobre uma comunidade de crentes do primeiro século. O Senhor, sem amenizar os termos conclamo-os: “Lembre-se, pois, de onde você caiu. Arrependa-se e volte à prática das primeiras obras. Se você não se arrepender, virei até você e tirarei o seu candelabro do lugar dele” (Ap 2.5).
Uma saudável autoestima, é necessário, sim e isto representa uma firmeza de caráter, uma convicção de fé não fingida que se manifesta em atitudes honestas verdadeiras e equilibradas.
O que você pensa de você mesmo?
Está valorizando o que você tem?
Lembre-se todos os extremos são perigosos, então que saibamos nos posicionar em qualquer fase da vida.
Quando Jacó, em sua idade avançada foi perguntado sobre sua idade ele melancolicamente respondeu: “cento e trinta anos, poucos e maus foram os anos de minha peregrinação” (Gn 47.8,9).
Por sua vez paulo, no final de sua existência terrena disse: “Lutei o bom combate, terminei a corrida e permaneci fiel” (2Tm 4.7).
Notou a diferença?
Termino lembrando, não somos o último biscoitinho do pacote, centro de gravitação do universo, nem uma sumidade ou raridade, mas também não somos vermes imprestáveis ou inúteis!
Somos criados à imagem e semelhança do próprio Deus, temos um valor que somente Deus sabe aquilatar, e diferente do que já se disse, podemos até saber qual foi o preço pelo qual, como crentes, fomos comprados (1Pe 1.18,19).
Amém!
Pr. Clari Mattos.


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