ESTUDOS

DIA DOS NAMORADOS.

Publicado: junho, 2019

Origem e significado…
Mais uma data comemorativa que mostra o quanto estamos envolvidos e influenciados cultural, religiosa e comercialmente com o mundo.
Conheça um pouco da origem desta comemoração, que de evangélica, mesmo não tem nada.
Em alguns países chamado Dia de São Valentim.
A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor e romantismo chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.
Continuou celebrando casamentos, apesar da proibição do imperador.
A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.
É uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais e namorados, em alguns lugares é o dia de demonstrar afeição entre amigos. Sendo comum a troca de cartões e presentes com símbolo de coração, tais como as tradicionais caixas de bombons. Em Portugal, assim como em muitos outros países, comemora-se no dia 14 de fevereiro. No Brasil a data é comemorada no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio, conhecido pela fama de “Santo Casamenteiro”, que a tradição de origem portuguesa lhe atribuiu.
A data provavelmente surgiu no comércio paulista, quando o publicitário João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes. A ideia se expandiu pelo Brasil, amparada pela correlação com o Dia de São Valentim — que nos países do hemisfério norte ocorre em 14 de fevereiro e é utilizada para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados. Fonte http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Namorados.
Ca entre nós, se fosse comemorado em 14 de fevereiro, concorreria com o carnaval, e aí não dá, né. Então entra em ação o jeitinho criativo brasileiro, jogando a comemoração para a véspera do dia do santo católico, que como já vimos é considerado casamenteiro, com isso temos mais uma data comercial!!
O amor está no ar!
O amor é lindo!
Precisamos ouvir que somos amados!
Declare seu amor!
Mas, que tipo de amor é esse que se procura viver hoje?
Essas formas e práticas modernas de expressão de amor, são mesmo necessárias?
Os psicólogos dizer que sim.
Os cientistas sociais, terapeutas familiares, inclusive crentes etc., também dizem que sim.
Para o adjetivo NAMORADO, o dicionário traz a seguinte definição:
1. Que se namorou ou enamorou:
2.Apaixonado;
3.Galanteado, requestado.
4. Meigo, suave, doce, terno, amorável:
Há apenas dois casos bíblicos sobre namoro que todo crente devia conhecer, neste tempo de tanta mensagem de “amor”, muito mais voltado para o “eros”, sendo declarado e publicado, tomando todo cuidado para não exagerar, já vimos muitas declarações rompantes de paixão que se desfizeram em nada, ou até mesmo em tragédias.
O primeiro relata o caso envolvendo a filha única do patriarca Jacó:
“Então, falou Hamor com eles, dizendo: A alma de Siquém, meu filho, está namorada da vossa filha; dai-la, peço-vos, por mulher” (Gn 34.8ARC);
“[..] A alma de meu filho Siquém está enamorada fortemente de vossa filha; peço-vos que lha deis por esposa” (ARA);
“[…] — O meu filho Siquém está apaixonado pela filha de vocês. Eu peço que vocês deixem que ela case com ele” (NTLH).
O segundo caso, também no Antigo Testamento, envolve uma filha do rei Davi e seu meio-irmão, Amom.
“Tinha Absalão, filho de Davi, uma formosa irmã, cujo nome era Tamar. Amnom, filho de Davi, se enamorou dela” (2Samuel 13.1 ARA);
“Absalão, filho de Davi, tinha uma irmã muito bonita, que se chamava Tamar. Outro filho de Davi, chamado Amnom, apaixonou-se por ela” (NTLH).
Ambos os casos envolveram estupro, violência e desgosto para as famílias.
Sei que tem havido um esforço até tendencioso em exagerar a questão romântica e sensual para o casal cristão, o que até certo ponto se justifica, devido ao longo tempo em que se omitiu o verdadeiro ensino bíblico para a vida íntima do casal cristão.
Todavia, não se pode aceitar essa abertura com conotação erótica que se propõe para a vida dos casais, hoje em dia. É bom lembrar que as passagens de cantares, em que encontramos muitas expressões, chamadas eróticas, eram diálogos íntimos de um casal, um para o outro em sua intimidade de marido e mulher, em forma de poesia e não consistem, a meu ver, em doutrina normativa.
Se nosso guia para esta instância da vida, também é a bíblia, então temos que recorrer a ela para nos orientar e não depender dos malabarismos novelescos propostos pelos modelos modernos de comportamentos sociais.
Ao lermos orientações doutrinárias para os conjugues, nos textos do Novo Testamento, não encontramos algo do tipo:
Declare seu amor pelo conjugue tantas ou quantas vezes ao dia;
Verbalize mensagens de afirmação para seu conjugue;
Maridos levem sua esposa para jantar fora, pelo menos uma vez por semana;
Esposo saia para passear com sua esposa pelas ruas de sua cidade, se você morar numa cidade;
Entregue um buquê de flores, em datas especiais;
Jamais esqueça de seu aniversário, ou a data de seu casamento;
Dê presentes para ela, etc., etc.
Estas são coisas que foram inseridas, assimiladas ou absorvidas no correr do tempo, extraídas das culturas diversas resultado de “interpretações”, da natureza humana e suas necessidades, pelos “especialistas”.
O que o Novo Testamento propõe e até exige, é que o marido “ame sua esposa”, com amor sacrificial e cujo objetivo é SANTIFICAR o casamento e não primeiramente fazer a esposa feliz. A propalada felicidade será um subproduto da vida de temor e submissão a Deus, bem como de separação do mundo com seus maus costumes.
“Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo Amou a Igreja e deu a sua vida por ela para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5.25-27);
“O homem deve amar a sua esposa assim como ama o seu próprio corpo. O homem que ama a sua esposa ama a si mesmo” (Ef 5.28);
“Que o casamento seja respeitado por todos, e que os maridos e as esposas sejam fiéis um ao outro. Deus julgará os imorais e os que cometem adultério” (Hebreus 13.4).
Da mesma forma o apóstolo Pedro ao orientar os maridos para vida de casado, limita-se a dizer:
“Também você, marido, na vida em comum com a esposa, reconheça que a mulher é o sexo mais fraco e que por isso deve ser tratada com respeito. Porque a esposa também vai receber, junto com você, o dom da vida, que é dado por Deus. Aja assim para que nada atrapalhe as orações de vocês” (1Pedro 3.7).
Novamente nada de emocionalismos, apenas e diretamente, orienta “marido respeite sua esposa”.
Pr. Clari Mattos
Ctba, 12/06/2015


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