ESTUDOS

“QUE PESSOAS DEVEIS SER”?

Publicado: dezembro, 2019

Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam?” (NVI).

Visto, portanto, que tudo ao redor será destruído, a vida de vocês deve ser caracterizada por santidade e devoção, esperando o dia de Deus e já antecipando sua vinda” (2Pe 3.11,12).

Vivemos em um mundo que nos compele por suas constantes distrações e provações, as quais nos induzem a tomar decisões que muitas vezes não estão de acordo com os padrões estabelecidos pelo Senhor Jesus.

Ao se referir ao fim dos tempos, de forma geral, o apóstolo Pedro, em sua carta, alerta os crentes a viverem de forma digna, justa e santa tendo como perspectiva a inigualável e gloriosa bênção do futuro, a volta de Cristo. Mas ele alerta também que não será tudo muito suave e sem dores, ou seja, haverá muita agitação, comoção e até mesmo destruições. Efetivamente, antes de melhorar, vai piorar!

Antes que se possa desfrutar do novo céu e da nova terra, haverá um tempo de acomodação das camadas da terra; antes da efetiva e definitiva calma celestial, há um período de perturbação geral nos céus e na terra; antes de se estabelecer um clima ameno e aprazível, haverá uma excessiva elevação da temperatura a graus nunca sentidos, nem em ficção, pelos habitantes do planeta para a devida purificação de tudo que não foi purificado pelo sangue do Cordeiro de Deus. Tudo isso pode ser lido em 2Pe 3.10-15.

E a pergunta, “que pessoas devemos ser”?, acima, nos remete a um compromisso de vida, um comportamento pessoal que condiga com vários itens mencionados por ele mesmo.

1.“santidade e devoção”.

A santidade bíblica não é um sentimento, uma emoção ou uma condição reconhecida depois da morte de alguns apenas;

Também não é uma vida reclusa, etérea e isolada das realidades da condição humana;

Santidade não significa vida sem pecado, não tem nada a ver com usos e costumes, somente. Estes podem ser resultados de uma vida santa, mas não fator de identificação.

Também não é santidade o fato de alguém viver isolado dos outros mesmo a pretexto de jejuar e orar, embora jejum e oração, façam parte, naturalmente, da vida cristã sadia e normal.

Nenhuma abstinência ou regras conseguem, de fato, crucificar o velho homem com seus feitos. Elas têm aparência de piedade, mas não tem poder algum contra a carne. Foi o que Paulo tentou explicar aos colossenses, muito tempo atrás: “Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade” (Cl 2.23).

Santidade é viver, sim, uma vida separada do pecado, não por imposição, mas por opção em textos como Rm 6.14, 12.1, etc.

Alguém que alcança a convicção de estar crucificado com Cristo (Rm 6.6), e se  considera morto para o pecado e vivo para Deus (Rm 6.11), não permite que o pecado “reine” sobre ele (Rm 6.12) e nem se “oferece” a ele como escravo (Rm 6.13), experimenta, sim a vitória sobre o pecado (Rm 6.14). Aleluia!

A santidade bíblia é posicional e ao mesmo tempo progressiva.

Pela posição que o crente tem, agora em Cristo ele é chamado santo (2Co 1.1;13.12;1Co 1.2);

O aspecto progressivo pode igualmente ser visto em vários textos das Sagradas escrituras, como (2Co 7.1; Ap 22.11). Concordamos que a pureza de vida e a santidade de coração são advindas de um processo diário, progressivo e incompleto aqui nesse mundo. O nosso padrão de santidade, Cristo, deve ser sempre o alvo e motivo maior da vida do salvo (Rm 8.29; Ef 4.13).

O apóstolo João nos fala de que a esperança da volta de Cristo nos leva a purificação pessoal (1Jo 3.2,3), esta limpeza interior é o fator sem o qual não se poderá ver o Senhor! (Hb 12.14; Mt 5.8).

Em relação à devoção, esta é um apego fervoroso a Deus e às suas coisas. Significa dedicação integral a algo, no caso do crente, ao seu Senhor que o salvou (Sl 91.14).

Em 2Pe 3.14 encontramos mais três declarações que nos remetem a um proceder cristão que honra ao Senhor e nos traz a segurança de que estaremos livres dos acontecimentos futuros de que ele profetiza.

São eles:

Um viver sem mácula, que nos traz a ideia de isento de manchas pecaminosas no caráter, remete ao que já está limpo (Jo 15.3). Ao se referir a Judas que tinha sido um dos doze discípulos, o Senhor diz “nem todos estais limpos” (Jo 13.11), ou seja, Judas tinha se deixado manchar pela cobiça e traiu seu Mestre.

Sem culpa, quer dizer sem ter algo que nos pese na consciência. Para que isso aconteça é necessário esforço em viver no dia a dia como alguém que procede bem, de acordo com o padrão estabelecido nas Escrituras e de acordo, portanto com a vontade de Deus.

Viver em paz, é uma das bênçãos que alcançam aqueles que vivem na perspectiva da volta de Cristo à terra, também.

Quem espera em Deus, ou seja, no que Ele prometeu, não precisa ficar ansioso, deve confiar inteiramente em sua Palavra.

O salmista sugere que aquele que espera confiante no Senhor, tem uma vida estabilizada, normal, sem preocupação doentia!

Espere no Senhor. Anime-se, e fortifique-se o seu coração; espere, pois, no Senhor” (Sl 27.14). Vai seguindo o fluxo normal da existência!

A profecia sobre a vinda do Messias, o Salvador, esclarece que quem Nele crer não precisa andar apressadamente queimando etapas e se estressando à toa, eis o que lemos em Is 28.16: “Portanto, assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse”.

Que tipo de pessoa Deus espera que eu seja, na perspectiva da Graça?

Que eu seja uma pessoa santa;

Piedosa ou devota;

Uma pessoa com vida limpa, sem mancha, irrepreensível;

Que viva com a consciência tranquila, uma pessoa transparente em seu caráter, não nas vestes!

Que eu seja uma pessoa pacífica, um promotor da paz mais do que um beneficiário dela.

Amém!

Pr. Clari Mattos.

 

 

 


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