ESTUDOS

SABEDORIA, A MELHOR ARMA!

Publicado: fevereiro, 2019

“Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, mas um só pecador destrói muitas coisas boas” (Ec 9.18).
Como todos sabem a indústria bélica é uma das artes que o ser humano vem aperfeiçoando desde sua criação.
Usou a sua inteligência para manufaturar as diferentes armas e artefatos para se defender de feras ou caçar animais para sua subsistência. Mas, também sabemos, construiu algumas armas especificamente para guerrear contra seus semelhantes.
Aqueles que melhor dominavam determinados materiais ou detinham maior e mais avançada tecnologia, se sobressaíam, isto não é novidade e até hoje continua assim.
A evolução tecnológica, capacitou o ser humano a fazer armas cada vez mais sofisticadas, precisas e letais! Hoje, é possível atingir um alvo com os dispositivos bélicos a centenas de quilômetros de distância com espantosa precisão!
Exemplo: Mísseis Arrow
“Este são um projeto da parceria de Israel com os Estados Unidos. Eles pertencem a uma família de mísseis antibalísticos, ou seja, um sistema de defesa desenvolvido para interceptar outros tipos de foguetes. Possui um alcance médio de 90 a 148 km e possui precisão de 4 metros”.
Mas e para os tempos de Salomão, qual seria a mais potente ou precisa e letal arma de guerra?
Lá existiam as seguintes armas:
1. A espada, o instrumento de guerra mais usual, na antiguidade, era menor do que a moderna, como podemos inferir da descrição em Jz 3.16, onde se diz que o punhal de Eúde tinha um côvado de comprimento. Mas, nas mãos de guerreiros experimentados, ela podia ser manejada com terrível efeito (2 Sm 20.8 a 12 – 1 Rs 2.5).
2. A lança, de diversas espécies, desde a fortíssima e pesada arma, tipo a que foi usada por Golias e Saul, outra leve e de curta haste, que o guerreiro levava às costas, entre os ombros. Foi com a lança traduzida como ‘dardos’, que Joabe acabou de matar Absalão (2 Sm 18.14).
3. O arco era uma arma, na qual eram amestrados todos os soldados, desde o mais humilde aos filhos do rei. Parece que era curvado com o auxílio do pé. Também são mencionados arcos de aço, como especialmente fortes. O cordel era provavelmente, a princípio, alguma fibra dura. As setas eram levadas numa aljava, e algumas vezes envenenadas.
4. A funda é, pela primeira vez, mencionada em Jz 20.16, onde se diz que 700 benjamitas, com a sua mão esquerda, podiam atirar ‘com a funda uma pedra num cabelo, e não erravam’. Em tempos posteriores os fundibulários faziam parte do exército regular (2 Rs 3.25).
As peças ou dispositivos de defesa ou proteção ao soldado eram:
1.a couraça (1 Sm 17.5, 2 Cr 26.14 – Ne 4.16);
2.o capacete (1 Sm 17.5 – 2 Cr 26.14 – Ez 27.10);
3.grevas ou caneleiras para proteger as pernas e os pés (1 Sm 17.6);
4.o escudo, de que havia duas espécies: o zinnah, que encobria toda a pessoa, e o magen, para usar-se nos conflitos corpo a corpo. Ambas estas palavras se usam nos salmos metaforicamente com relação ao amparo de Deus (Ef 6.10 a 17).
Porém, Salomão propõe uma atitude que chama de “melhor” (advérbio comparativo de superioridade), fazer uso da sabedoria do que de armas destruidoras.
No contexto, de Eclesiastes 9. 13-18, o sábio ilustra essa verdade com uma história de uso de sabedoria por um homem pobre que livrou uma cidade inteira, sem uso de armas, porém foi esquecido depois. Isto se parece muito com o plano redentor de nosso querido Mestre, formando seu exército de guerreiros da fé. O verdadeiro Cristianismo tem alcançado e se estabelecido no mundo todo, conquistando multidões, sem usar arma alguma, nem força, nem violência, apenas a força do amor, mas multidões tem se esquecido DELE!
O que foi orientado e prometido a um líder da reconstrução do templo do pós-exílio Judaico, é um princípio que rege a ação do autêntico evangelho de Cristo desde sempre:
“Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel: Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zacarias 4.6).
Numa geração que cultua, em grande medida, a violência, é importante lembrar que ser sábio é melhor do que ser violento, isto na visão de Deus.
Não estou exagerando, pois é só verificar, ainda que rapidamente os jogos eletrônicos, os desenhos animados, os filmes especialmente americanos, que retratam uma cultura onde armas são livremente comercializadas, e o esporte do momento que mais parece com arenas romanas antigas, de onde os “lutadores” saem deformados diretamente para o hospital.
O que tudo isso inspira?
Qual será o entendimento das crianças para com isso tudo?
Por que será que os criminosos estão cada vez mais sofisticados?
Qual a percepção do valor da vida humana que têm os pequeninos expostos a tudo isso?
Temos visto jovens compondo e cantando “canções” que incitam à violência, zombam das autoridades e exaltam o chulo, o imoral, o profano e o desrespeito em geral, enquadrando-se perfeitamente no que Paulo profetiza em 2Timóteo 3.1-5.
Sem falar que, como diz o texto do tema (Ec 9.18), constatamos em muitas ocasiões que um só pecador destrói muitas coisas boas ou úteis para muita gente.
Alguma dúvida de que essa realidade se cumpre por aí em todos os lugares? Pense no vandalismo, que alguns acham graça e chamam de “expressão cultural”- as pichações em patrimônios privados ou públicos, etc.
Mas, os sábios filhos de Deus estão aqui para construir em amor, uma vida e contribuir para a edificação desta dimensão do reino de Deus na terra.
Abraço.
Pr. Clari Mattos


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