ESTUDOS

SOMOS TODOS REFUGIADOS!

Publicado: novembro, 2019

“Senhor, tu tens sido o nosso refúgio” (Sl 90.1).

Por definição, um refugiado é aquele que se refugiou em algum lugar ou em alguém. Lemos em vários testos dos salmos, a ideia de Deus como refúgio para seu povo.

De igual forma, encontramos o autor da carta aos hebreus escrevendo “forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio […]” (Hb 6.18).

Quem são os refugiados?

Na atual situação mundial, são estes classificados como pessoas que fugiram de seus países de origem, com quase nada, e buscam em outras terras abrigo, proteção, amparo, dignidade, em fim.

Diferente, dos atuais refugiados, os autores bíblicos falam de um refúgio, não político, mas espiritual, que somente será provido por Deus (Sl 42.1).

Onde se refugiam?

As pobres famílias humanas do mundo atual, buscam desesperadamente asilo em outros países do mundo, na esperança de serem acolhidos por estes. Os salvos, porém, como refugiados que também são, já descobriram há muito tempo que o lugar onde poderão se abrigar com total segurança é somente em Deus!

Como se beneficiam do refúgio?

Muitos seres humanos desta geração, têm se aventurados através de fronteiras perigosas, de mares bravios e se confiado a “agentes” inescrupulosos que em muitos casos não lhes concretizam o intento da migração. Humanitariamente contam, porém, com a generosidade de países em melhores condições para abrigá-los, cumprindo tratados ou leis humanitárias, porém aqui e ali vemos descumprimentos de tais responsabilidades, afinal desde que o mundo é mundo que o ser humano, vem egoisticamente dizendo como Caim: “sou eu guardador do meu irmão? ”.

Quanto ao crente, o meio ou forma pela qual ele acessa o refúgio, é pela fé que é qual senha que abre a porta do abrigo ao já corremos, como diz o autor da carta aos Hebreus, ali estamos e continuaremos até que o plano maior do Pai se realize por inteiro.

Porque se precisa de um refúgio?

Necessita-se de um refúgio quando se está em apuros, atacado por algo ou alguém, etc. Jeremias, por exemplo fala de refúgio relacionado à angústia: “Ó Senhor, força minha, e fortaleza minha, e refúgio meu no dia da angústia, […]” (Jr 16.19). Também disse que o refúgio era útil para abrigar-se do dia do mal (Jr 17.17).

Quantos males físicos ou emocionais não têm se abatido sobre os milhares de refugiados, compostos por homens, mulheres, jovens, adolescentes e crianças de todas as idades que os faz procurar qualquer tipo de refúgio em qualquer lugar!

Quanto aos refugiados em Deus, conforme a bíblia, procuramos escapar dos males espirituais acima de tudo, mas também da corrupção que destrói, encontrando plena santidade pureza e incorrupção na casa do Pai.

De quem ou de que estão se refugiando?

Estamos acompanhando o drama real dos refugiados na Europa e no mundo, estes são obrigados a fugir de suas casas, seu país e muitas vezes de sua família, por causa de fome, perseguição racial ou religiosa ou então por causa da insanidade das guerras. Seus inimigos, portanto, são mais poderosos e representam muitos riscos físicos e morais para a manutenção da vida em seu local de nascimento. Que triste!

Já os refugiados espirituais, biblicamente, fugiram também, mas foi do mundo, do pecado e do império das trevas (Cl 1.13). Abrigamo-nos em Cristo, nossa vida está escondida Nele! (Cl 3.3).

Qual a qualidade de vida no refúgio?

Pensando na qualidade do abrigo, precisamos também considerar a entidade ou agente que garante tal asilo. No caso dos refugiados sociais da atualidade, em muito casos, é triste saber que muitos milhares de pessoas se encontram em locais improvisados, sem as devidas condições de estruturas para lhes garantir uma dignidade e até mesmo coisas básicas como condições higiênicas, por exemplo.

No entanto, ao considerarmos nossa condição de exilados ou de refugiados, temos tudo o que nos é necessário para um sadio viver espiritual, leia e se alegre: “ O poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade” (2Pe 1.3 NTLH).

Podemos ainda nos lembrar que ao optarmos pelo refúgio No Senhor, o teremos como nosso pastor, diz o salmista e nada nos faltará (Sl 23.1). Não faltará o alimento, pois Cristo é o pão vivo e eterno que nos veio do céu, bem como a água viva (Jo 6.35,51; 4.14). Há descanso definitivo para a alma, em Cristo nosso refúgio (Mt 11.28-30; Hb 6.18).

Por quanto tempo ficarão no asilo?

Ou para onde irão depois de saírem da condição de refugiados?

Os refugiados deste mundo, não têm absoluta certeza sobre o que lhes aguarda ou reserva o futuro, pois vez ou outra enfrenta ouvimos de hostilidades e até de leis baixadas para restringir, limitar ou mesmo bani-los dos países hospedeiros. Muitos destas vítimas modernas, não terão par aonde ir, forem expulsos ou quiserem retornar, pois, suas casas e até a cidade toda estão destruídas, já não existem.

O crente não corre risco algum de se ser expulso do esconderijo, contanto que continue crendo e dependendo no hospedeiro: “[…]o que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37); lemos sobre a confiança de Davi, que deve ser a nossa também: “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl 23.6). Não há a menor intenção do verdadeiro filho de Deus em deixar a casa do Pai (Jo 14.1).

Amém!

Pr. Clari Mattos.


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